sábado, 22 de abril de 2017

PARALLAX XV





Não nego,
habitam-se grandes incoerências
em meu cerne
vulgar:

por exemplo,
enquanto, ao verbo,
prego fluorescências
subliminares

a puritanas, virgens
e santas, esplendidamente
vestidas sob
o luar;

às vezes tenho
uma irresistível vontade
de com elas
me masturbar.

Então,
escondo-me silente
a um canto vazio
qualquer

e, com vesanias
e ominosas fantasias
à mente,

desço a mão
à dura haste e movimento,
e bato,

e, em delirante
êxtase começo a
gozar.

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