quinta-feira, 6 de abril de 2017

MEIA-NOITE XXXIX



...não se pode ver
– nem sentir –

dos magníficos
bosques florais

e dos claros céus
outonais,

mas, escondida
e silentemente,

instaura-se em mim
uma revolução:

fantasmas urubuzais,
aves de rapina

e estranhos vermes
alicerçam-se
em meus umbrais;

e os sonhos,

sim, os sonhos
vão-se todos

morrendo,
um por um,

em minha cirrose
desértica.

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