quinta-feira, 6 de abril de 2017

MEIA-NOITE XXXIV



Senhora,
ouve- me agora
o sempiterno
silêncio,

que superou
até os mais esplendes
sonhos e alucinações
de tua mente;

porque, ao resistir
a teu rigoroso inverno
e a tuas insânias
cernientes,

não te atentaste
que minha verdadeira
arma

não era composta
de ominosos e frios verbos
com que te assolei
outrora;

mas sim
de precipícios profundos
que fabricava,

ocultamente,
para promover-te
uma definitiva morte
no verão.

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