terça-feira, 4 de abril de 2017

MEIA-NOITE XXVIII


Teus esplêndidos e ocultos
voos de águia

a me inspirarem nas noites
e dias insones

de minha enferma e ávida
condição;

meus sonhos de nuvens,
de águas e de asas,

fervidos nas indecifráveis
e desarmônicas

entrelinhas de meus
lúgubres versos;

e acho
que não é preciso

dizer mais

nada.

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