Por amar-te
– mesmo que não creias
–,
posso desprover-me
de meus pesados verbos
e versos
– aos quais não
compreendes
e tanto abominas –
e dar-te, em silêncio,
meu corpo totalmente
desnudo,
para que com ele te
extasies
às quentes noites,
ou te cubras aos
rigorosos
invernos:
registrando-lhe
absolutamente
tudo, da forma como
te convieres.

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