terça-feira, 4 de abril de 2017

MEIA-NOITE XXII



Por amar-te
– mesmo que não creias –,

posso desprover-me
de meus pesados verbos e versos

– aos quais não compreendes
e tanto abominas –

e dar-te, em silêncio,
meu corpo totalmente desnudo,

para que com ele te extasies
às quentes noites,

ou te cubras aos rigorosos
invernos:

registrando-lhe absolutamente
tudo, da forma como


te convieres.

Nenhum comentário:

Postar um comentário