Elas,
caros amigos,
belas flores,
com seus cabelos a caírem como
cachoeiras sobre os delicados
ombros, costas
e seios;
flores andantes,
a maquearem seus rostos, cílios
e lábios sem receios;
flores mágicas
a esconderem, sob sutiãs
e calcinhas, seus segredos
mais incendieiros;
flores oníricas,
a nos infiltrarem os sonhos
e a nos enlouquecerem
em amores e fulgores
alvissareiros.
Flores sim,
que se me inscrevem em poemas
às solidões das noites
frias,
que me atiçam
em fantasias ao som de inesquecíveis
melodias,
que me agonizam
– seja a pardas luzes
ou a lisas sombras –
em vesanias,
a me encantarem,
e tanto, mesmo sabendo eu,
também,
de seus traiçoeiros
espinhos e de suas insaciáveis
cinorrexias.
caros amigos,
belas flores,
com seus cabelos a caírem como
cachoeiras sobre os delicados
ombros, costas
e seios;
flores andantes,
a maquearem seus rostos, cílios
e lábios sem receios;
flores mágicas
a esconderem, sob sutiãs
e calcinhas, seus segredos
mais incendieiros;
flores oníricas,
a nos infiltrarem os sonhos
e a nos enlouquecerem
em amores e fulgores
alvissareiros.
Flores sim,
que se me inscrevem em poemas
às solidões das noites
frias,
que me atiçam
em fantasias ao som de inesquecíveis
melodias,
que me agonizam
– seja a pardas luzes
ou a lisas sombras –
em vesanias,
a me encantarem,
e tanto, mesmo sabendo eu,
também,
de seus traiçoeiros
espinhos e de suas insaciáveis
cinorrexias.

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