sábado, 22 de abril de 2017

ENTRE A LUZ E AS SOMBRAS



Habito-me joio
e trigo;

neste, dedos, carnes
e mentes se entranham, a colher amores
e volúpias para seus sonhos
e leitos;

naquele,
de natureza nociva,
renegado que é por todos, escondo
meus reflexos sombrios:

de ambos, rumino
angústias e dores, em mal traçadas,
desconexas e esquálidas
poesias,

sem que os pássaros
das oiticicas entendam-me a inevitável
e cerniente condição
de ser.

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