Há-me, às vezes, poesias nos sonhos, das quais nunca me lembro. Isso me
deixa meio frustrado, é claro. Mas hoje, ainda meio adormecido, consegui
regatar parte fiel do que vi escrito, ao verso de uma folha branca que bailava
ao espaço e ao tempo infinitos, num surrealismo transcendente e mágico.
Quanto ao resto da poesia, penso que, como todos os outros versos
oníricos de que não me lembro, ficarão perdidos, pelo menos em sua fidedignidade,
no inconsciente.
Mas esse, em parte, não. A esse transcrevi até com os erros gramaticais
aos quais podeis atacar. Talvez não o tivesse conseguido, até com os erros
gramaticais aos quais podeis atacar. se tentasse, primeiramente, sequer ligar o
computador para fazê-lo, por tempo suficiente para o acordar completo, por isso
o uso da caneta em letra ainda meio sonâmbula.
Por que registro isso?
Tão somente, porque esse é o único poema que não considero meu, mas fruto de uma condição em que eu não tinha controle algum sobre o pensar ou sobre o sentir.
E lá, entre o espaço e o tempo infinito, estava escrito:
“Têm pontes
a ligarem infinitos.
Têm pontos
a bailarem sem ritmos.
Têm luzes a escravizarem
vazios.
Têm sonhos
a escorrerem em cios.
Tem tudo
e nada há sem o Sapiens
Símio.”
a ligarem infinitos.
Têm pontos
a bailarem sem ritmos.
Têm luzes a escravizarem
vazios.
Têm sonhos
a escorrerem em cios.
Tem tudo
e nada há sem o Sapiens
Símio.”

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