quarta-feira, 12 de abril de 2017

CEDO DEMAIS –XXV



Sabe, querida,
no dia em que nossa mente,
envenenada pelos caminhos
e pelos desalinhos
___ do mundo,

promover nossas
definitivas mortes,
através de julgos e açoites
___ com severos verbos,

sempre estarei
a me lembrar de que, com teus sorrisos
nuvem, colori um canto
___ da eternidade;

onde fiz
um solitário esconderijo
– onde tudo o mais que não seja puro
___ e verdadeiro, possa adentrar –,

em angústia
e dor, para esse etéreo
___ e ausente amor.

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