quinta-feira, 13 de abril de 2017

CEDO DEMAIS –XXIX



Venha-me
por uma última
vez

– à madrugada
silente
de um sábado
qualquer,

e não te esqueças
de trazeres
uma vela acesa
às mãos,

nem teu onipotente
e bondoso
deus
ao coração –,

porque me farei
tempestade,
e com tão fortes
chuvas

que inundarei
até os vazios
e nadas,

que remanesceram
de nossas tresloucuras

de outrora.

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