quarta-feira, 12 de abril de 2017

CEDO DEMAIS –XXII





De mãozinha enlaçada
à minha,
enquanto andávamos
pela calçada

numa fria manhã
de inverno,
sob a fina chuva
que caía:

“Olha, papai,
um filhote
de passarinho
morto no chão!”,

gritou o garoto
na mais tenra idade,
assustado e comovido
com a chocante
cena.

“Sim, meu filho
amado,

um dia também chegará
tua vez de tentar
voar”.

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