CEDO DEMAIS –XXII
De mãozinha enlaçada
à minha,
enquanto andávamos
pela calçada
numa fria manhã
de inverno,
sob a fina chuva
que caía:
“Olha, papai,
um filhote
de passarinho
morto no chão!”,
gritou o garoto
na mais tenra idade,
assustado e comovido
com a chocante
cena.
“Sim, meu filho
amado,
um dia também chegará
tua vez de tentar
voar”.
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