Ainda que saiba
que ela não está mais lá
aos sábados, como fazia
rotineiramente,
costumo aparecer
e, vez em quando, me perco
andando em direção à trilha que
seguíamos juntos para
irmos ao rio;
ou me sento
ao desativado fogão de lenha
onde tantas e tantas vezes
ela cozia, cantarolando,
suas delícias;
ou me sento
debaixo daquela árvore
onde, à tardinha, ela se deitava
para descansar:
e me invadem
as lembranças de outrora:
cheiros, aromas, afagos, espetáculos
multicores, verões alegres
e a tua vida – dela –
a inspirar o niilista poeta.

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