segunda-feira, 17 de abril de 2017

CEDO DEMAIS – LXII



Aos vazios,
devem-se levedar sonhos
e esperanças,

que não nos é possível
viver tão somente
sobre rolantes
concretos.

A isto,
entendo bem,
mas presta atenção
ao me julgares,
meu bem

– a mim que, por amor,
tenho-te poupado
da fuligem
de meu cerne –,


porque se continuares
a abrir cortinas
fechadas,


mostrar-te-ei teu ânus
arranhado
e naufragar-te-ei o sonho

encantado.

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