quinta-feira, 16 de março de 2017

TEMPO DE IMAGENS LXXVII



Se amanhã eu
não me acordar com flores
à tua varanda,

não lamentes
os momentos perdidos em severas
chuvas de fogo,

não chores
a morte do pássaro
na fria noite
passada,

tampouco
te doas  por meu repouso
em eternal
berço;

antes,
segue-te no teatro
da vida,

singelamente,

que ele
te levará outras flores
por mim.

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