quinta-feira, 16 de março de 2017

TEMPO DE IMAGENS LXXVI



Vem, solidão,

vem impedir-me
a ousadia
de  ser pássaro
de nuvens
brancas,

vem congelar-me
os tênues
sonhos
nas frias mãos
do vento;

vem escuridão,

vem abafar-me
as idas luzes
que me assombram
como fantasmas,

vem abrandar-me
essa dolorida
e angustiante

dor na alma.

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