Que tolos
os que vivem dizendo
que ao amor
não se deve
aprisionar;
decerto,
se o dizem,
é para catarem vaga-lumes
à noite,
ou flores nos bosques
outonais,
ou nudezes para
assanhar
algum poema;
ou senão,
é por que são incautos
e não sabem que
há grandes riscos
entre os verbos
açulados,
entre os vôos
onirizados,
entre as porras
despejadas
e entre as pedras
enlodadas
do caminho.

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