segunda-feira, 20 de março de 2017

O CÉU NÃO É AZUL XLV



Há-me uma angustiosa
e sublime paz
na alma

– que de mim
ainda era desconhecida –,

acho que me enganei
naquelas chuvas,

– ao lento esvair-se
de nossas noites ébrias –,

quando te via
a dissover teu olhar

entre faustos sonhos
aos céus

e pestilentes estrumes
aos chãos.

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