sexta-feira, 17 de março de 2017

O CÉU NÃO É AZUL III



... é sempre a mesma luta, a que chamamos também de amo.  Mudam as curvas, mudam as cores, mudam as chuvas, mudam os leitos e mudam as músicas, mas, mas é sempre uma guerra lutar pelo amor sem as consequências da id e da dor.

Ela deixou tudo isso ainda quando campeava ilusões infinitas, avisada de que vão seria depois dos coloridos e extáticos momentos. Mas ela parou? Não, não parou: voou, voou, voou até morrer.

E eu voei, voei e estou voando até morrer. E vós voais, voais e ireis voas até morrer.

Eu exibo minhas sombras, mas não exibo minhas máscaras em qualquer lugar. Sou como ela e vós, já não tenho rosto: são só sombras e máscaras, que troco uma após o outro murmúrio com juras e leites derramados num e noutro lugar.

“O quarto às vezes parece escuro né, Ana; e os mortos e os fantasmas se acumulam a ponto de não mais caberem em nosso cemitério, não é, Ana?”

Eu nunca  errei nesta analise. Estamos sempre a enterrar amores, noites surubáticas lampiões excitados e borboletas de asas ebernas abertas a todo momento.

Vejam só, por exemplo, um anjo chegou perto de mim pedindo no motel uma trepada. E não é o caso de eu ir ou não foder, é o caso que já bati punheta com ela e, disso, já foi criado o pecado e o fantasma.

Esses meus olhos e esses meus dedos pssam por todas vossas estradas e por todas vossas amofadas. E os de vós passam pelas do mundo que vos cerca.

E assim, já em vida, vêm-nos as mortes por murmúrios brancos, às quais  negamos pela ressurreição em outras bandas de iguis lues
Fantásticas que também costumam nos levar a nada.;

Eles não me entendem, mas tu ainda me ouves para me contestar, Ana?


O cemitério e o céu estavam e estão por demais lotado porquanto vivermos. Depois, não há mais absolutamente nada!

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