... é sempre a mesma luta, a que chamamos também
de amo. Mudam as curvas, mudam as cores,
mudam as chuvas, mudam os leitos e mudam as músicas, mas, mas é sempre uma
guerra lutar pelo amor sem as consequências da id e da dor.
Ela deixou tudo isso ainda quando campeava ilusões
infinitas, avisada de que vão seria depois dos coloridos e extáticos momentos.
Mas ela parou? Não, não parou: voou, voou, voou até morrer.
E eu voei, voei e estou voando até morrer. E vós
voais, voais e ireis voas até morrer.
Eu exibo minhas sombras, mas não exibo minhas máscaras
em qualquer lugar. Sou como ela e vós, já não tenho rosto: são só sombras e máscaras,
que troco uma após o outro murmúrio com juras e leites derramados num e noutro
lugar.
“O quarto às vezes parece escuro né, Ana; e os
mortos e os fantasmas se acumulam a ponto de não mais caberem em nosso cemitério,
não é, Ana?”
Eu nunca
errei nesta analise. Estamos sempre a enterrar amores, noites surubáticas
lampiões excitados e borboletas de asas ebernas abertas a todo momento.
Vejam só, por exemplo, um anjo chegou perto de
mim pedindo no motel uma trepada. E não é o caso de eu ir ou não foder, é o
caso que já bati punheta com ela e, disso, já foi criado o pecado e o fantasma.
Esses meus olhos e esses meus dedos pssam por
todas vossas estradas e por todas vossas amofadas. E os de vós passam pelas do
mundo que vos cerca.
E assim, já em vida, vêm-nos as mortes por murmúrios
brancos, às quais negamos pela
ressurreição em outras bandas de iguis lues
Fantásticas que também costumam nos levar a nada.;
Eles não me entendem, mas tu ainda me ouves
para me contestar, Ana?
O cemitério e o céu estavam e estão por demais
lotado porquanto vivermos. Depois, não há mais absolutamente nada!

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