Haverá um tempo
– entre asas, pés
e barbatanas –,
que as sombras virão
em derradeira
sedução,
deixando, no caminho,
dor, angústia
e solidão;
e, se em morte
nada se me alvorece,
por razão
de não mais ser,
peço-te que, em vida,
me ames como
brasa que resiste,
e que te sejas leve
como a noturna
brisa
a tocar meu dorso
cansado
e minh’alma
nuvem.

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