sexta-feira, 17 de março de 2017

O CÉU NÃO É AZUL II




Haverá um tempo
– entre asas, pés
e barbatanas –,

que as sombras virão
em derradeira
sedução,

deixando, no caminho,
dor, angústia
e solidão;

e, se em morte
nada se me alvorece,
por razão
de não mais ser,

peço-te que, em vida,
me ames como
brasa que resiste,

e que te sejas leve
como a noturna
brisa

a tocar meu dorso
cansado
e minh’alma
nuvem.

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