quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O MAR QUE ME AFOGA

Eu sei que estás
comigo, como companheira, amiga
e amante.

Eu sei que tens
me compreendido e me estendido
a mão em ajuda.

Eu sei que ando estressado,
nervosa, muitas vezes descontrolado
e em chuvas de fogo,

E eu sei que
isso demasiado te machuca,

Mas eu tenho lutado
muito contra meu maior inimingo,
eu mesmo, e tenho sentido que venço algumas batalhas,

mas para ele
perco as guerras durante os quarenta
e sete anos de minha
vida.

Eu juro que queria
ser melhor, mais gentil e dedicado
e compreensivo amantepara ti, sem essas
minhas sencientes reações imprevisíveis
e absurdas.

Eu me sinto destruído
quando vejo uma lágria a corer em teu rosto,
provocada pelas minhas insanas
tempestades loucas.

E, embora eu não
saiba amar, quero dizer que te amo,
e eu ainda ouvirei nossa música, mas temo que
não por muito tempo
mais tempo,

eu venci muitos frontes,
mas agora eu já me sinto muito
fraco e cansado.

E, mesmo não sendo
bom para ti, eu sei de tuas espiritualidade,
de tua fé e de tua força,

e gostaria
te te fazer um pedido, neste momento
em que me sinto em iminência
de partir ao apagamento:

“Quando me morrer,
poderias acender para mim
uma vela por dia, se possíve, ou se for muito
trabalho, uma vela por semana
pelo menos? Eu suplico!