Eu
– Thor Shaitan –,
que há demasiado tempo
semeio palavras
entre ratos, vermes
e sombras,
desterrei-me hoje,
deixando nem restos
de poeira,
nem sementes para
figueiras,
nem sonhos para
nadadeiras,
nem caudas para
trepadeiras,
nem sequer
uma única palavra
para menestréis
de carteira,
e rumo sem asas
a novos ares
metálicos,
a sedimentar-me vida
ou morte
em um último sonho
nuvem.

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