Não
sei exatamente
quando se me surgiu essa inexorável
mania de dissecar
o sapiens
– bem como as ominosas
consequências de seu espúrio
e senciente ego –,
mas lembro-me
de uma estranha cena
que me ocorreu quando ainda residia
no pueril templo:
ao jogar bola
na encascalhada rua defronte minha casa,
bati fortemente a cabeça em um poste
que lhe fora acimentado
à margem;
e todos me correram,
espantada e preocupadamente,
sobretudo os grandes neandertais,
a perguntarem se estava
tudo bem.
Da cabeça,
o sangue se me escorria
a inundar o rosto, os ombros
e o medo;
enquanto a luz neon
do poste tremeluzia combalida,
até que uma neblina de poeira
pairasse absoluta
às sombras:
“Sim, está tudo bem.”.
quando se me surgiu essa inexorável
mania de dissecar
o sapiens
– bem como as ominosas
consequências de seu espúrio
e senciente ego –,
mas lembro-me
de uma estranha cena
que me ocorreu quando ainda residia
no pueril templo:
ao jogar bola
na encascalhada rua defronte minha casa,
bati fortemente a cabeça em um poste
que lhe fora acimentado
à margem;
e todos me correram,
espantada e preocupadamente,
sobretudo os grandes neandertais,
a perguntarem se estava
tudo bem.
Da cabeça,
o sangue se me escorria
a inundar o rosto, os ombros
e o medo;
enquanto a luz neon
do poste tremeluzia combalida,
até que uma neblina de poeira
pairasse absoluta
às sombras:
“Sim, está tudo bem.”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário