Um dia,
cansado de tantos
descaminhos,
sentei-me ao chão
forrado com pedras
paralelepípedas,
proximamente
a um pé de rosas
com afiados espinhos
ao caule
que ficava ao jardim
da casa onde
ela morava;
ao céu revolto,
raios riscavam
por entre nuvens,
fazendo-as interromper
suas danças
com tristes choros
em chuva;
a fugir, cães, ratos
e sapiens
buscavam abrigos
levantando as poeiras
dos caminhos
para, um pouco depois,
ao estiar bravio
da natureza,
pisarem as poças
e as lamas,
sem que se molhassem
suas alvas vestes,
a inaugurarem,
em sublime moldura,
seus sonhos, suas
esperanças
e seus passos
seguintes.

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