domingo, 19 de março de 2017

O CÉU NÃO É AZUL XXV



Um dia,
cansado de tantos
descaminhos,

sentei-me ao chão
forrado com pedras
paralelepípedas,

proximamente
a um pé de rosas
com afiados espinhos
ao caule

que ficava ao jardim
da casa onde
ela morava;

ao céu revolto,
raios riscavam
por entre nuvens,
fazendo-as interromper
suas danças
com tristes choros
em chuva;

a fugir, cães, ratos
e sapiens
buscavam abrigos
levantando as poeiras
dos caminhos

para, um pouco depois,
ao estiar bravio
da natureza,

pisarem as poças
e as lamas,
sem que se molhassem
suas alvas vestes,

a inaugurarem,
em sublime moldura,
seus sonhos, suas esperanças

e seus passos seguintes.

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