segunda-feira, 20 de março de 2017

O CÉU NÃO É AZUL XLII



Por que não sejamos francos
pelo menos agora
que um abismo
nos separou?

Por que não tiramos as máscaras
dos mitos, das lendas
e dos ratos

e assumimos que
tudo que nos prometemos
pela eternidade não existe,

nem a pedra sabe
que é pedra,

nem a noite sabe
que é noite,
nem o amor sabe
o que é o amor,

e que tu, como eu,
sempre buscou foi a dor
da parturiente

para compormos nossas

obscenidades alvas.

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