Por que não sejamos
francos
pelo menos agora
que um abismo
nos separou?
Por que não tiramos as
máscaras
dos mitos, das lendas
e dos ratos
e assumimos que
tudo que nos
prometemos
pela eternidade não
existe,
nem a pedra sabe
que é pedra,
nem a noite sabe
que é noite,
nem o amor sabe
o que é o amor,
e que tu, como eu,
sempre buscou foi a
dor
da parturiente
para compormos nossas
obscenidades alvas.

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