domingo, 19 de março de 2017

O CÉU NÃO É AZUL XIX



Sonhei com um amor
incondicional:

estavas toda nuvem,
a olhar o mundo

com suas formigas
lavorosas

e com suas águias
fulgorosas;

quando cheguei
de manso,

numa quente noite
de verão:

beijei-te os lábios
como suave
sereno,

construí-te um leito
com desejos
e candores,

e dei-te um sonho
esplêndido
d’amor;

quando o tempo
passou,

de meu fiel reflexo
tiveste horror;

então,

vi-te chuvas em gotas
de lágrimas,

 e tua alma a se angustiar

em dor.

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