Diz a lenda que dois dos mais abissais
bnormais, com suas máscaras densas e vis, encontraram-se em terras
frias que era iluminadas apelas pela lua, povoando-as com a ilusão de um amor imaculado
e com vesanias oníricas, enquanto juntavam coleções de destroços que
fabricavam às estreitas e escuras curvas das noites ébrias.
Dele, rugia agourenta fera, em chuvas de chumbo e de fog, que se lhe iam caindo sobre ela uma atrás da outra, transformando-a, aos poucos, em cinzas e barros.
Dela,aflorara alva demência na faustidade dos verbos incansáveis, levando-o a um deserto do qual ele jamais escaparia, por ser ali eternamente aprisionado..
Assim foi que ambos almejaram tocar as sublimes hastes celestiais, tentando colocar
todos os amores e fantasmas passados enterrados
no cemitério que fizeram para alívio das prórias pragas que se deram; até que o
cemitério ficou lotado e não lhe coube mais nada, quedando-se, os dois, no caos de seus próprios
reflexos, espalhados pelos chãos da trevosa realidade.
Ao fim, ainda delirando da inocência perdida no desalinho, disse ela:
“- Sinto-me ainda tão pura!”
E ele, pleno das trevas de ambos, e cansado das palavras límpidas que vivia a regozijar a abissal santa, respondeu:
“- Como eu, apenas refletes fausta luz de teus vazios abismos sem fim.
E um dia,meus ouvidos se tornarão moucos; e, então, irei sepultar tuas fluorescências e tuas verborragias ébrias e tua altivez espúria no mais fundo e tênebro poço, em sempiterna ausência e silêncio.”

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