terça-feira, 21 de março de 2017

O CÉU NÃO É AZUL LIIII




A leste,
sinuosidades
e curvas,

a oeste,
falésias
turvas,

ao norte,
indomáveis
vesanias,

ao sul,
frenéticas e excitantes
arritmias,

ao braço
pulseira de ouro
e aos dedos anel
de diamante,

aos olhos
estranho
fogo;

tudo tão
perfeito como a Madona
de Da Vinci,

sequestrada
no fulgor de uma noite
de verão,

tudo tão
perfeito, como o amor proibido
entre o vagabundo
e a freira,

no treze
de uma sexta-feira.

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