segunda-feira, 3 de julho de 2017

TEMPOS E DESTEMPOS



Sobre o passado,
que já está morto, amamo-nos
entre sonhos e chãos,
por alguns longos
anos;

sobre o porvir,
que é sempre incerto,
não sabemos se iremos durar dois dias
ou algumas dezenas
de anos.

Não achas, pois,
que nos convém evitar
o alagamento das águas e o vago
caminho das sombras,

que outrora
nos levaram às beiras navalhadas
dos mortais precipícios?