segunda-feira, 6 de agosto de 2018

CAINDO!

Caindo de Babel,
depois de quarto anos e ainda
caindo,

já todo quebrado e caindo,
já sem esperanças e caindo,
já semiamortalhado e caindo,

e ela sem perceber
o quanto a amei, cobrando-se
por carnes de açougues que não
frequento:

minha alma se naufragou
sob aquelas rajadas de sombras, de chuvas

e de abandono!