domingo, 16 de julho de 2017

TEMPO DE IR EMBORA


O tempo agora
é de abandonar o incauto caminhar
entre imagens de flores
perfumadas

de congelar os vOos
com alvas passarinhas onirizadas,
e de trancar ao cerne as insânias
outrora estravazadas;

o tempo agora
é de manter a ausência da nuvem,
evitando novas chuvas
e vendavais;

de deixar
os exíguos sonhos naufragados
e não ousar ser mais
que nada.