domingo, 9 de julho de 2017

QUE POETA É ESTE? IV



Em meus cadernos
de escola primária, havia tantas
figuras, palavras e rabiscos
borrados às margens

que ninguém
entendia absolutamente nada
e, anda por cima, me chamavam de porco
e me enchiam o saco;

hoje,
o menino virou homem e,
entre as fantásticas poesias dos sapiens
alados,

escreve palavras
confusas, rasuras escuras, e com ainda
as margens borradas,

e continuam
não entendendo absolutamente nada,
mas agora me chamama
é de o cão do diabo!