sexta-feira, 7 de julho de 2017

PALAVRAS NUNCA SÃO SUFICIENTES



Embora dissesse
que sim e me regozijasse amor
e fidelidade
eternos,

ela nunca
definira algum caminho
válido,

além de seus exíguos
voos sem asas e de suas vesanias
incontidas.

E foi assim,
sabendo dos riscos
da túrbida e alucinada
viagem,

que me aventurei
pelos labirintos indecifráveis
de seus mistérios,

naufragando-me
em sua mente meretrizada
entre as imagens
do desalinho,

onde ela colecionava
falsos romances a alimentar seu ego
e suas vaidades;

e morrendo-me
em sua alma pueril,
esvaziada e esquecida
de si mesma.