segunda-feira, 17 de julho de 2017

ANA DEFINITIVAMENTE NÃO SABIA AMAR!



... disse-me
um dia, em extrema beleza
pálida,

como se
já houvesse experimentado
e menstruado todo (o)]
mundo:

“Cuidado,
amor, as pedras podem matar,
falo por experiência”.

e ela
(o anjo puro) se referia às pedras
como se fossem as demais beldades
que eu viesse a amar
e a foder;

e ela,
(o anjo puro), aos poucos, foi
demonstrando, a cada pedido que me
fazia para enterrar e esquecer anjos, demônios
e homens com quem ela amava
e fodia escondida,

que eu a nada
podia ter, mas que o que ela tinha
(e me dava em discussões
e iras)

deixou
este rastro e esta lembrança tristes
de um cemitério que ficou
completamente cheio!